As entidades empresarias do Maranhão, signatárias deste Manifesto, vem a público externar suas preocupações no que se refere ao aumento da violência no estado do Maranhão, de modo particular na cidade de São Luís, bem como à situação generalizada de caos no sistema prisional e aos recorrentes episódios de violência e insegurança aos quais os cidadãos e as empresas vêm sendo submetidos e que há muito superaram os limites do tolerável.

Os mais recentes episódios revelam mais uma vez a dificuldade do aparato estatal para controlar tais ocorrências e fazer face às ações perpetradas por facções organizadas, que nos têm deixado indefesos e assustados, representando uma ameaça concreta ao patrimônio público e privado, ao direito de ir e vir, à cidadania, à ordem pública, às liberdades individuais e, mais grave, à integridade e à vida dos cidadãos de bem que lutam diariamente por um Maranhão melhor.

Ao tempo, registram protestos veementes com relação aos prejuízos causados ao patrimônio público e privado, ao estado do Maranhão e à atividade turística em razão da imagem negativa fartamente projetada pelos meios de comunicação em âmbito nacional, bem como ressaltam os prejuízos financeiros às empresas locais, aos trabalhadores e, particularmente, ao comércio, que tem enfrentado sucessivas baixas motivadas pelo afastamento crescente do consumidor, que se vê tolhido no direito de ir e vir e acuado diante das ameaças da violência.

Enfatizam de forma veemente, considerando inaceitáveis, os prejuízos acarretados às empresas de transporte coletivo, cujo patrimônio e os empregados encontram-se sob permanente ameaça, o que tem prejudicado a economia e a cidade como um todo. 

Diante deste cenário, as entidades cobram respostas mais efetivas e enérgicas em curto e médio prazo e o planejamento de ações de longo prazo que possam responder pelo combate eficaz e determinado ao crime organizado, além de medidas que se reflitam na redução da violência.

Como cidadãos cumpridores de seus deveres, geradores de emprego e dinamismo econômico, e no entendimento de que a gravidade da situação exige a participação de todos e soluções responsáveis, dos poderes constituídos, notadamente o Executivo, a quem cabe garantir a segurança e a ordem, e o Legislativo, a quem compete aprovar o Orçamento Estadual, em condições, portanto, de propor alterações que venham a contribuir para a elevação dos investimentos destinados à Segurança, as entidades cobram ações enérgicas e imediatas, enfatizando a compreensão de que os elevados tributos pagos pela sociedade também – e prioritariamente – devem assegurar o direito à segurança, além de zelar pela integridade dos cidadãos, garantindo-lhes seus direitos essenciais.

São Luís, 25 de setembro de 2014

ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO MARANHÃO – ACM

ASSOCIAÇÃO DE JOVENS EMPRESÁRIOS – AJE/MA

ASSOCIAÇÃO MARANHENSE DE DISTRIBUIDORES E ATACADISTAS – AMDA

ASSOCIAÇÃO MARANHENSE DE SUPERMERCADOS – AMASP

CÂMARA DE DIRIGENTES LOJISTAS DE SÃO LUÍS – CDL/SÃO LUÍS

FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES EMPRESARIAIS DO MARANHÃO – FAEM

FEDERAÇÃO DOS COMÉRCIOS DE BENS, SERVIÇOS E TURISMO DO ESTADO DO MARANHÃO – FECOMÉRCIO

FEERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO MARANHÃO – FIEMA