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O Ranking ABAD/Nielsen é realizado anualmente desde 1994, com o objetivo de fornecer uma radiografia do segmento atacadista distribuidor, a partir de respostas elaboradas pelas próprias empresas. Ele é resultado de uma parceria da entidade com a consultoria Nielsen e a FIA (Fundação Instituto de Administração). Os dados obtidos permitem visualizar a evolução do segmento e dos negócios realizados pelas empresas no período, bem como suas relações com a economia como um todo.

Segundo a consultoria Nielsen, 95% dos supermercados pequenos (de um a quatro checkouts) e 40% dos supermercados médios (de cinco a 19 checkouts) são abastecidos por empresas atacadistas distribuidoras. O pequeno e o médio varejo são os que mais atendem os consumidores das classes C, D e E, cujo grande crescimento do poder de compra está mudando o perfil do consumo no país.

Agentes de distribuição crescem 4,4% em 2013 e faturam R$ 197,3 bi

A ABAD (Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores) divulga os resultados do Ranking ABAD/Nielsen 2014 – ano base 2013, pesquisa realizada anualmente pela entidade que oferece ao mercado o mais abrangente panorama do segmento atacadista distribuidor nacional, com dados relevantes para todas as empresas que compõem a cadeia de abastecimento no país.

De acordo com os resultad os da pesquisa do Ranking, em 2013 o segmento atacadista distribuidor cresceu 4,4% em termos reais (2,1 pontos percentuais a mais do que o PIB nacional, de 2,3%) e 10,6% em termos nominais, atingindo faturamento de R$ 197,3 bilhões.

Com isso, os agentes de distribuição respondem por uma fatia de 52% do mercado mercearil nacional, que foi de R$ 379,4 bilhões no ano passado. É o nono ano consecutivo em que a participação do segmento nesse mercado permanece superior a 50%. O mercado mercearil compreende produtos de uso comum das famílias, como alimentos, bebidas, limpeza, higiene e cuidados pessoais.

Para o presidente da entidade, José do Egito Frota Lopes Filho, o bom resultado das empresas em 2013 reflete um cenário em que a disposição para o consumo de bens não duráveis ainda supera a cautela do consumidor, que está preocupado com o endividamento , com a inflação e com as incertezas do cenário macroeconômico. “Observamos que este consumidor substitui produtos e é mais exigente e criterioso, mas não abriu mão do seu poder de compra, até porque o emprego e a renda continuam em patamares elevados”, diz.

Os números são apurados a partir de dados fornecidos voluntariamente por empresas do setor associadas à ABAD e analisados pela consultoria Nielsen, em parceria com a FIA (Fundação Instituto de Administração).

O Ranking ABAD/Nielsen 2014 – ano base 2013 contou com a participação de 488 atacadistas e distribuidores de todo o Brasil. Essas empresas representam mais de 1/3 do mercado atacadista distribuidor brasileiro, em faturamento. Os estados da região Sudeste continuam responsáveis por quase metade do faturamento do setor, mas, neste ano, o Nordeste concentra o mai or número de respondentes, com 212 empresas.

A partir da análise dos resultados dessa pesquisa é possível avaliar a performance do setor como um todo, com recortes por estado e, como uma novidade para este ano, também por modelo de atuação (atacadistas/distribuidores com entrega; atacadistas/distribuidores de balcão; atacadistas de autosserviço).

A nova divisão adotada permite observar as peculiaridades de cada modelo de atuação do setor em relação a diversos aspectos, como público atendido, que permite observar claramente quem são os principais clientes do setor.

Além dos resultados de 2013, o Ranking traz diversas informações sobre as tendências e intenções de investimento do setor, expectativas acerca de volume, rentabilidade e faturamento, avaliação do impacto de diver sas questões relevantes para o negócio, além de um levantamento das ações socioambientais realizadas por cada modelo analisado.